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Spore Brinca de Evolução e Cria Versão Web 2.0 dos Games
25/09/08 - Quinta-feira às 20:50 comentários

“Você não trabalha para Will Wright, você trabalha com Will Wright”, dizem os funcionários da produtora Maxis sobre o criador de “The Sims” e “SimCity”. E esse espírito de companheirismo é base fundamental de um dos projetos mais ambiciosos dos games: “Spore” não é feito para o jogador, mas com o jogador.

Você não apenas cria seus monstros e tenta sobreviver com eles a milhões de anos de evolução, mas também pode levar seus vídeos para o YouTube sem sair do jogo, compartilhar todas as suas criações com outros jogadores e ainda participar da Sporepedia – uma espécie de Wikipedia que cataloga todas as espécies criadas pela comunidade mundial.

Mesmo quem esteve desligado da vida durante os últimos oito anos sabe a história: “Spore” é um jogo dividido em cinco etapas, cada uma semelhante a determinado gênero de game. Você assume o cargo de “criador da vida” e enfrenta diferentes estágios de evolução social e biológica até chegar aos milhares de planetas que podem ser explorados. Começa colocando flagelos em um ser primitivo e termina controlando uma nave para explorar o espaço. Enquanto as primeiras demonstrações de “Spore” indicavam um universo de proporções e possibilidades infinitas, a realidade revela algo mais modesto. Como uma ferramenta de criação, “Spore” é revolucionário. Como um jogo, é uma experiência de fácil compreensão para o público casual e de certa forma decepcionante para os jogadores “hardcore” que esperavam mais profundidade.

Mão na Massa

Você começa controlando um minúsculo ser marinho, que evolui se alimentando de outros menores que ele. Milhões de anos de evolução podem ser resumidos em cerca de 6 horas (iniciais) de jogo e algumas linhas: você ganha pernas e conhece o ambiente terrestre (fase de criatura); consegue um cérebro maior, descobre o fogo e se organiza em tribos (fase tribal); estabelece uma organização social (fase de civilização) e finalmente constrói espaçonaves para explorar as galáxias (fase espacial).

As três primeiras etapas podem ser cumpridas rapidamente e, uma vez atingido o grau de evolução necessário para avançar de fase, não existem motivos para continuar explorando o planeta que suas criaturas habitam. Se é “legal” para quem se considera um novato nesse universo, é pouco para quem acompanhou “Spore” desde seu primeiro anúncio, anos atrás. O jogo passa a oferecer mais desafios a partir da fase de civilização, quando você deixa de editar as partes de sua criatura e passa a construir carros e edifícios. Ao escolher entre os perfis militar, econômico ou religioso, você se compromete com um certo tipo de estratégia que vai determinar como lidar com inimigos – colonizando ou conquistando, por exemplo.

Ao atingir o grau de evolução satisfatório, você está pronto para explorar o espaço. É então que o “criador da vida” dá lugar ao “piloto da nave”, que comanda o desenvolvimento a partir de agora. Você ainda tem sua base e as criaturas que criou, mas o foco é viajar pelos planetas, descobrir segredos, fazer alianças ou entrar em guerra para conquistar novos lugares. Pode ser muito diferente do que muitos jogadores esperavam, mas é nesta etapa em que “Spore” se torna quase infinito.

Infinito, Mas Nem Tanto

As ferramentas de criação que permitem dar vida a criaturas, veículos, edifícios e espaçonaves entregam um potencial inédito para a criatividade do jogador. Juntando partes, rotacionando peças e escolhendo cores, você consegue criar praticamente qualquer coisa, e ver tudo isso funcionando no jogo é recompensador. Mas as interações em cada uma das etapas são limitadas a conquistar/combater e acumular pontos para passar de fase. Estaria a Maxis aguardando para lançar pacotes de expansão (assim como em "The Sims") e enriquecer o vasto universo que construiu com "Spore"?

Apesar de ser um jogo limitado e com algumas falhas, "Spore" ainda tem uma direção de arte caprichada que aumenta o impacto de suas inovadoras ferramentas de criação. Se você é um dos jogadores que aguardava, ansioso, tem o dever cívico de se lançar na luta pela evolução em "Spore". Se você até agora não entendeu do que se trata, está mais do que na hora de criar suas criaturas, colocar seus vídeos no YouTube e povoar a comunidade "spórica" com bichos de sete pernas, cinco olhos e duas ou três cabeças.

Configuração mínima para jogar:

Processador Pentium IV 2.0 GHz ou equivalente, 512 MB de memória RAM (768 MB no Vista), 4 GB ou mais de espaço livre no disco rígido, placa de vídeo de 128 MB com suporte a Pixel Shader 2.0

>> Fonte - G1




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